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domingo, 14 de junho de 2009

londres

Foram seis dias em Londres!
Uma cidade multi-cultural e rica: em história, em arte, em movimento, em diversidade.

Buckingham Palace
Tower Bridge

Londres é uma cidade com tradições, mas de braço dado com a modernidade - ou não fosse ao mesmo tempo a cidade dos beefeaters e dos punks.
Cinzenta, sempre a ameaçar chover, mas cheia de vida ao ar livre: nas ruas, nas praças, nos fantásticos parques.
Uma cidade cara, mas onde as grandes obras de arte podem ser visitadas gratuitamente: no British Museum, na National Gallery, na Tate...
Visitei tudo o que pude e ainda assim ficou muito por ver! Quem sabe para uma próxima visita? Londres não é uma cidade que se visite só uma vez na vida...

London Eye visto do lago de St Jame's Park

Parliament e Big Ben vistos do topo do London Eye

Indispensável experimentar o pequeno-almoço inglês, o tradicional chá, o fish 'n' chips, a sensação de beber um pint de cerveja num pub ou de ir bebendo pela rua um classic hot chocolate acabado de comprar no Starbucks... passear ao longo do Thames, andar de tube e de bus, dizer adeus aos guardas de Buckingham Palace, apreciar as vistas do topo de St. Paul's Cathedral e do London Eye, percorrer a calmaria do Hyde Park e a loucura de Oxford Street, consultar as horas no Big Ben, ver a Tower Bridge elevar os tabuleiros para a passagem de um barco mais alto e conhecer melhor a história dos Tudor na Tower of London... Tudo isto é Londres!

Great Court, British Museum

Tate Modern vista da Millennium Bridge

Viajar deixa sempre a vontade de ir mais longe... o regresso é feito a pensar no próximo destino e olhando à volta para o dia-a-dia do costume fica a nostálgica sensação de que nem sempre o sítio onde nascemos é a morada mais indicada e que por vezes é preciso um pouco de coragem para mudar - não necessariamente a nossa localização geográfica, mas a nossa posição relativamente à nossa própria geografia.
Viajar abre os nossos horizontes, faz-nos ver mais longe e querer ir mais além - essa será uma consequência tão ou mais importante do que o descanso proporcionado ou a cultura e conhecimento adquiridos.

A tomar um chá e deliciosos scones no bar da Tate Modern,
com St Paul's Cathedral ao fundo

A noção de sermos tão pequenos é um bom ponto de partida para ambicionarmos ser maiores.

domingo, 31 de maio de 2009

gourmet vegetariano | África


De 3 em 3 meses na Unidade Antas é promovida uma actividade chamada Gourmet Vegetariano, sempre com uma temática diferente. Alunos e instrutores reunem-se à volta das receitas, dos ingredientes, dos tachos e panelas, cozinhando e aprendendo, para no fim saborear as delícias em conjunto!

Este foi o primeiro Gourmet em que participei e o tema foi: África. As receitas preparadas incluiram: Feijoada de Palma e Quiabos à Africana. Foi uma festa de cores entre os ingredientes e uma mistura de sabores no prato! Como se pode ver, o aspecto é apetitoso. Já guardei as receitas para voltar a experimentar cá em casa... Podem ver estas e mais fotos aqui.

Estas actividades têm sido um óptimo pretexto para experimentar iguarias vegetarianas, mostrando que não é necessário incluir carne ou peixe na receita para que o resultado seja rico e delicioso. Aproveito então para lembrar que o vegetarianismo é o sistema alimentar mais adequado à prática do Yôga. Ainda que a filosofia do SwáSthya Yôga não proiba nada nem obrigue a coisa alguma, este será o tipo de alimentação mais indicado para quem quiser aproveitar a totalidade do que o método tem para lhe oferecer. Quem tiver curiosidade pode ler mais aqui.

Aproveito também para comunicar que deixei as aulas de Pré-Yôga e comecei a frequentar as aulas de SwáSthya Yôga: passei de aspirante a sádhaka! Que a evolução continue...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

lego architecture building sets


A Frank Lloyd Wright Foundation juntou-se à Lego para o lançamento da primeira série da promissora Lego Architecture Building Sets.

Muitos arquitectos dirão que passaram a infância a brincar com Legos... eu não sou propriamente um desses, sempre gostei mais de sujar as mãos com giz e lápis de cera! Mas tenho que admitir que esta colecção é irresistível... embora eu ache que a criatividade dos Legos resida precisamente no poder de inventar algo novo juntando peças aparentemente idênticas e básicas (nunca gostei da ideia de construir o modelo igualzinho ao da foto da embalagem...), a verdade é que não é todos os dias que se tem a oportunidade de construir uma obra emblemática como a Fallingwater ou o Guggenheim de New York, obras de um dos maiores e mais inspirados (e inspiradores) arquitectos de todos os tempos. Talvez em breve se sigam edifícios de Le Corbusier ou Mies van der Rohe...ou talvez , quem sabe, aumentando o grau de dificuldade: um arrojado Gaudí?

[Encontrei as imagens no fantástico site designboom.]

sexta-feira, 17 de abril de 2009

eileen gray


Eileen Gray (Irlanda, 1878-1976). Mulher, artista, designer, arquitecta. Criadora de algumas das peças de mobiliário mais famosas do Modernismo, ainda hoje influencia os interiores das nossas casas: quem não está familiarizado (e apaixonado?), por exemplo, com mesa E1027? Continua a ser uma das minhas favoritas... mas há mais, muito mais! Uma casa com o mesmo nome, desenhada por Eileen em Roquebrune Cap Martin (1929) intrigou e obsecou Le Corbusier até à sua morte. Se para um a casa era uma máquina de habitar, para a outra era a extensão do Homem - ainda assim parece-me que os dois princípios se complementam.
Ontem cruzei-me por acaso com este programa a ser transmitido pela RTP2. Infelizmente não pude acompanhá-lo atentamente até ao fim, mas fiquei com vontade de ler mais sobre esta mulher tão avançada para o seu tempo, numa época, numa área profissional e num mundo tão controlado pelos homens.
Gosto imenso de design de inícios do século XX e de Arte Deco e não me importava de mobilar a minha casa assim. Vejam e passem a associar o nome de Eileen Gray a peças de mobiliário que provavelmente reconhecem...

[encontrei as fotografias aqui.]

quarta-feira, 25 de março de 2009

into the wild

Happiness only real when shared.
Christopher McCandless



Vi finalmente o filme Into the Wild (O Lado Selvagem), realizado por um magistral Sean Penn, protagonizado por um surpreendente Emile Hirsch e acompanhado por uma comovente banda sonora da autoria de Eddie Vedder.

A história é verídica e deu origem ao livro (que já está na minha lista para próximas leituras...), da autoria de Jon Krakauer, no qual se baseou o filme.
Após terminar a licenciatura, Chris deixa para trás o dinheiro e os bens materiais para embarcar na viagem da sua vida com destino ao Alasca. Como a chegada não é necessariamente o mais importante, o percurso é apreciado com o desapego de quem vive com uma intensidade sincera cada momento.

Coragem ou tolice? Loucura ou noção exacerbada da realidade? Liberdade ou dependência? Independência ou solidão? Libertador embora triste... Ainda que fiquemos sem respostas (ou que sejam simplesmente diversas e até contraditórias) o mais importante é a mensagem do filme, o sentido do que é a felicidade (embora diferente para todos nós), a beleza do que é natural e primitivo e a sensação de que pior do que mentirmos aos outros é mentirmo-nos a nós próprios.

Quem viu sabe certamente do que falo. Quem não viu, deveria ver.



[O poster do filme foi encontrado aqui.]
[A primeira fotografia de Christopher McCandless foi descoberta num post interessante sobre o livro, aqui.]
[A segunda fotografia, deixada por revelar na máquina fotográfica encontrada no autocarro mágico depois da sua morte, é a imagem com que o filme termina e podem revê-la aqui, num curioso artigo sobre a carta astrológica de Chris...]

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

feliz ano novo!

Wish upon the shooting stars..., upload feito originalmente por carf.

No último dia de 2008 deixo-vos com uma imagem, um poema e um desejo: que façam de 2009 o ano novo que desejam viver!


Sísifo


Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.


E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.



[Miguel Torga, in Diário XIII]

[encontrei a foto aqui.]

domingo, 9 de novembro de 2008

postal recebido!


O Postcrossing já deu frutos! Muitos! O postal que enviei para a Finlândia foi recebido com sucesso, como podem ver aqui. E entretanto já recebi cinco postais de diferentes paises: dois da Finlândia, um da Holanda, um da Alemanha e um de Espanha. Todos com bonitos selos e novos pretextos para querer conhecer o mundo...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

hope


Barack Obama Hope Sticker, upload feito originalmente por PEEL.

Yes, we can!
Let's HOPE so...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

há um ano: Paris

Há exactamente um ano atrás tinha acabado de regressar de Paris.

Cidade bela! Mesmo cinzenta, com a chuva e o frio de Novembro, dá vontade de deixar-nos perder em cada recanto. Uma semana foi pouco para absorver toda a arte dos museus, toda a luz do Sena, todos os degraus da Torre Eiffel, todo o movimento das ruas, todas as árvores dos boulevards, toda a beleza calma dos jardins, todo o sabor guardado na montra de cada boulangerie e patisserie...

Está decidido: hei-de regressar um dia. Há cidades que nos prendem e nos provocam saudades quando as recordamos... é sinal de que estamos perdidamente apaixonados.

[nas fotos: à saída da estação de Metro (ou metropolitain...) de Saint-Michel; uma das sinistras gárgulas que guardam a cidade do topo de Notre-Dame e uma deslumbrante vista de Versailles (sem dúvida uma das visitas que mais me impressionou)]

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

postcrossing

Postcrossing. Descobri esta iniciativa enquanto divagava entre outras páginas e outros blogs. Descobri (surpreendida!) que foi um português que lhe deu asas e a lançou ao mundo. A ideia é dar para receber: if you send a postcard, you'll receive at least one back. Interessante!

Decidi experimentar e fazer parte desta comunidade internacional. Sempre gostei muito de escrever, de trocar cartas e enviar postais para casa quando ia de viagem, por isso fiquei curiosa com as imagens que poderia receber de outras partes do mundo, se me decidisse, eu própria, a enviar um cantinho da minha cidade para alguém distante. É engraçado, porque se quando vamos de viagem enviamos para alguém familiar que está em casa um postal da terra distante que estamos a visitar, desta feita enviamos para alguém distante que não conhecemos uma imagem da nossa terra natal. Claro que podemos optar por enviar outra imagem qualquer, mas eu gosto particularmente da ideia de fazer viajar fragmentos de uma cidade para outra.

Os postais são muitos, como se pode ver aqui ou aqui e os números são impressionantes! E sim, falamos de postais de cartão, selos de papel, caixas de correio em metal, letras e palavras escritas à mão com uma caneta... e não de uma mensagem que se lê no monitor através de um click. Já tinha saudades...

Enviei o meu primeiro postal para a Finlândia. Irá viajar 3,091 km. Ficarei à espera do que me trará no regresso... Se ficaram curiosos, juntem-se a mim aqui.

sábado, 27 de setembro de 2008

ExperimentaDesign

For the first time in history the earth’s population is more urban than rural.
Li esta frase, apesar de tudo surpreendente, aqui.

A nossa responsabilidade, enquanto arquitectos, designers, urbanistas e desenhadores do espaço público, mas também enquanto cidadãos é, portanto, imensa. Não sei até que ponto teremos a capacidade de deixarmos de nos concentrar no nosso próprio umbigo e afastar-nos de modo a ter uma visão clara sobre o panorama geral. Talvez por isso mesmo estas iniciativas sejam tão importantes - pelo menos chamam-nos a atenção para o que se passa para além dos limites que a nossa vista (às vezes tão inconscientemente limitada) alcança.

Falei recentemente em Turim. Agora falo em Lisboa e Amesterdão a propósito da ExperimentaDesign.

Como portuguesa e como arquitecta é-me mais imediato sugerir a visita à exposição retrospectiva de Peter Zumthor, na Lx Factory. Tenho, no entanto, que confessar que não tive ainda oportunidade de ir e provavelmente não irei... é pena, por isso quem puder ir, que não perca. Da minha parte fica a vontade.

Até 2 de Novembro.

[a imagem do incrível projecto das Termas de Vals, na Suiça, encontrei-a aqui.]

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

world design capital | Torino 2008

E esta foi a descoberta do dia. Que existe uma iniciativa chamada World Design Capital e que Turim é a primeira cidade contemplada com este estatuto, neste ano de 2008. A próxima será Seoul em 2010.
Uma homenagem a nível mundial, que tem como objectivo elevar o design à escala da cidade, reconhecendo a sua importância como um dos principais factores para a sua saudável evolução. O design (impossível neste contexto desligá-lo da arquitectura, do urbanismo, da arte...) como revitalizador da sociedade, do meio urbano e, consequentemente, promotor da cultura da cidade, de quem lá habita e de quem por lá passa - porque a cultura é um bem sempre em movimento.

Mais uma cidade italiana na minha lista de desejos para próximas viagens...

[foto retirada do site oficial]

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

stonehenge


Henge é uma estrutura arquitectónica pré-histórica. Não é só um conjunto de letras sem sentido que tornam a palavra Stonehenge difícil de pronunciar. Stone + henge. Agora faz todo o sentido!

A minha ignorância sentiu-se ameaçada depois de ler mais este artigo da National Geographic. Assino a revista (versão portuguesa) há já alguns meses e embora admire os artigos sobre animais e belezas naturais, não é difícil adivinhar que são as reportagens sobre história, arte, cidades e civilizações antigas os que mais me fascinam.

Este monstro pré-histórico parece agora frágil e descontextualizado. Mas foi em tempos um conjunto majestoso, provavelmente local de culto, romaria, adoração. Suposições... às vezes gostamos de ser nós a escrever a História. Nem sempre acertamos.
Nomeado para a votação das sete novas maravilhas do mundo, surpreendeu-me vê-lo nas fotos da reportagem, tão despido da imponência de outrora, habituada como estou a encará-lo como monumento incontestável da grandeza humana e da sua ilimitada capacidade de criar.

Não podemos cair na tentação de desvalorizar o passado em função do momento presente. Em Stonehenge resta-nos hoje o enigma, mas acima de tudo o peso da História e das pedras que parecem ter assumido vida e reunido para adorar a força de vontade dos homens, enquanto estes adoravam outros deuses.

[foto de Ken Geiger, Os Segredos de Stonehenge, NG | PT set'08]

domingo, 7 de setembro de 2008

o regresso


Foi esta uma das últimas imagens que trouxe de Itália. Esta harmoniosa, mas melancólica, imagem, muitas recordações e centenas de fotos que as confirmam e irão ajudar a mantê-las vivas. O regresso foi já há uma semana e ainda assim só agora escrevo, como se adiá-lo servisse para negar o indesejado fim.

Partir é mais fácil do que regressar... sobretudo se a viagem é preenchida por tão bons momentos e tão inspiradas descobertas. Roma, Florença, Siena, San Gimignano, Pisa, Lucca... difícil descrever e mais difícil ainda esquecer ou eleger uma entre as demais. Cada qual à sua escala, com a sua história, as suas ruínas, as suas memórias e os seus encantos particulares. Esta foi a primeira das várias viagens que planeio fazer a Itália, um país que sempre me fascinou e que tantos tesouros encerra... foi um bom e preenchido começo!

Depois de 12 dias fora, enquanto regressava, era inevitável sentir já algumas saudades do mundo que me rodeia no dia-a-dia, mas rapidamente o peso da rotina me faz desejar regressar novamente a outros mundos... ou não tivesse a saudade sempre tendência a fixar-se nos melhores momentos.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

ORDOS 100

Ok, não resisto e desta vez vou mesmo falar de arquitectura... digo isto assim porque (talvez infelizmente) a intensidade do curso de arquitectura e, posteriormente, o facto de passar tantas horas frente a plantas, cortes e alçados num monitor, fez com que nos meus tempos livres (se é que assim lhes posso chamar... porque nesta fase da minha vida a falta de tempo transforma a amálgama das 24 horas diárias numa espécie de work in progress) quisesse pensar em tudo menos nesse mundo já de si demasiado absorvente. Mas não posso negar que é um universo fascinante e que tem feito parte da minha vida, por isso cá vai...

Queria chamar a atenção para o projecto ORDOS 100, que, para quem não sabe, nasceu da vontade de um empresário chinês e dos caprichos dos arquitectos Herzog & de Meuron, que seleccionaram 100 arquitectos de 27 paises (sim, Portugal também está representado!), para que cada um projectasse uma villa de 1000m2 num empreendimento em Ordos. O desenvolvimento da fase criativa das propostas resultou num site interessante em que se dá visibilidade aos participantes e largas à imaginação - vindos de diferentes pontos do globo, mostram-se projectos bastante distintos entre si, mais ou menos arrojados, mais ou menos interessantes, mas sempre muito personalizados e na sua maioria bastante experimentalistas. Senão vejam.