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segunda-feira, 29 de junho de 2009

fest-yôga 2009


Já terminou há uma semana, mas não quero que a minha falta de tempo me faça deixar de celebrar o Fest-Yôga 2009 aqui no blog!

De 19 a 21 de Junho reuniram-se em Viseu 200 apaixonados pelo Método DeRose, para um fim-de-semana repleto de práticas, convívio e festa.
O evento decorreu na Pousada de Viseu, recentemente inaugurada, fruto de um projecto de reabilitação do antigo Hospital de S. Teotónio, da autoria de Gonçalo Byrne. Só esta visita e estadia já teriam valido bem a pena, ainda mais num fim-de-semana premiado pelo sol forte, mas o Fest-Yôga invadiu o espaço com um sentimento muito especial...

Podem ver mais fotos aqui, no blog da Martinha.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Boycott Oilily

Ser inspirado pelo trabalho de alguém é uma coisa. Copiar o trabalho de alguém é outra.

A cópia contradiz a arte em si mesma. A expressão artística deve ser única e pessoal - é bela e deve ser valorizada precisamente por isso.



Adiram a esta causa e leiam aqui porquê.

Oilily, uma multinacional holandesa, está a vender cópias dos belíssimos e originais bonecos de Rosa Pomar. As diferenças existem, porque a repetição sem graça e as deficiências de produção destes não encontram par na qualidade superior destes (técnica e estética), mas a cópia existe e é condenável.

Ajudem a divulgar, indignem-se, reclamem, recusem a imitação.

terça-feira, 3 de março de 2009

fric_de_mentol


Ganhei! Ganhei!

O giveaway foi lançado no blog dropes de mentol e eu, que nunca tenho sorte nestas coisas... não é que ganhei?! Tratava-se de sortear três impressões limitadas, ou melhor... três rapazes que se tinham perdido pelo correio e que procuravam agora nova casa para morar... podem vê-los aqui. Na passada Sexta-Feira, dia 20, foram anunciados os vencedores e o meu nome era um deles! Ainda por cima recebi aquele que era o meu favorito: Le Solitaire. Como se não bastasse a oferta já de si tão gratificante, ainda tive direito a uns miminhos extra, como podem ver na foto. Obrigada Ana!

Já aqui falei do trabalho de fric_de_mentol algumas vezes, mas não será demais reforçar que o admiro bastante, especialmente pela originalidade das suas personagens, pela expressividade com que as representa e pela qualidade com que reproduz belíssimas serigrafias gocco! Visitem o blog, a galeria no Flickr e a loja Etsy para ficarem também a conhecer melhor.

domingo, 14 de dezembro de 2008

alentejo


Finalmente algumas fotos do fim-de-semana passado! Aproveitamos para prolongá-lo mais um pouco e fomos passar quatro dias ao Alentejo. Esse lugar cheio de branco e de luz. Onde o sol brilha mais e o nevoeiro faz o recorte das casas branco-luminoso confundir-se com o céu. Onde os coentros são semeados em quase todos os pratos, onde o porco é preto e sabe melhor, onde o vinho é quente e as azeitonas sabem a ervas. Um lugar onde dá vontade de continuar de estrada em estrada, de povoação em povoação, até encontrar um monte onde apetecesse ficar...

Desta vez a zona escolhida foi a de Portalegre, cidade que se tornaria ponto de partida para a visita a outros locais próximos. De Portalegre ficou a lembrança do Castelo, do Plátano com 170 anos (o maior da sua espécie na Península Ibérica) que nos cumprimenta na Praça do Rossio, o Convento de S. Bernardo e, sobretudo, o Museu de Tapeçaria, que me surpreendeu (por desconhecer) com a presença de belas obras em tapeçaria da autoria de artistas como Júlio Pomar, Vieira da Silva, Lourdes de Castro ou Armando Alves, entre tantos outros.


Marvão deixou os ossos gelados e a vista turva. O recinto envolto pela muralha é um labirinto branco e quase desértico de pequenas e belas perspectivas enquanto que o Castelo, para além de valer por si, oferece uma vista incrível sobre a Serra de S. Mamede. Pena o nevoeiro só ter deixado vislumbrar breves instantes de toda a imensidão que nos rodeava. Ainda assim valeu a pena e ficou a vontade de regressar num dia com mais sol!


Estando tão perto, não quis deixar de ir até Mora, visitar o Fluviário, da autoria dos Promontório. Nós arquitectos somos assim: tudo fazemos para tornar um simpático fim-de-semana descansado num roteiro arquitectónico! O edifício tem um conceito marcante: através da desfragmentação em lâminas do volume regular de um celeiro rural, consegue-se um edifício permeável e luminoso, em que caixas são organizadas no interior de modo a albergar os espaços funcionais como os tanques, o auditório e o restaurante.
E mais uma vez o branco.


O branco também em Estremoz e na belíssima (ainda mais ao pôr-do-sol) envolvente da Pousada Histórica Rainha Santa Isabel. (Para a próxima faço a reserva da estadia aqui, pensei eu...).


E foi a arquitectura de novo que nos levou a Campo Maior, para a vista (marcada previamente) à Adega Mayor, projecto de Álvaro Siza, para a mais recente aposta do Grupo Nabeiro - o vinho. A solidão branca do edifício na planície faz com que seja identificável ao longe. O edifício não traz propriamente nada de novo, mas não deixa de ser um projecto de Siza, como sempre fiel a si mesmo. O mais interessante será mesmo a forma que o arquitecto encontrou para criar as condições ideais para o tratamento e armazenamento do vinho: em vez de recorrer a uma cave foi construida uma sala completamente encerrada, em cuja cobertura um espelho de água permite, não só melhorar as condições de armazenamento do vinho, como criar um terraço panorâmico capaz de cativar também o visitante. Um edifício que, destinando-se a produzir vinho, consegue aludir também ao prazer proporcionado pela sua prova - um prazer para todos os sentidos.
Mais fotografias interessantes aqui.


Já de regresso, passamos também por Elvas e a meio do caminho paramos em Abrantes, onde a visita ao Castelo ao pôr-do-sol se revelou uma bela surpresa...

O tempo não ajudou, mas o roteiro foi rico e bem preenchido. As visitas, as paisagens e as experiências gastronómicas compensaram certamente a chuva e o frio que se fizeram sentir. E ficou a certeza de que esta não foi a última vez que visitei terras alentejanas...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

plano b arquitectura

Descobri a Casa em Arruda dos Vinhos enquanto passeava pelo blog [a barriga de um arquitecto]. Li o texto, vi as fotos e os desenhos, por fim percorri o blog que lhe foi dedicado enquanto diário de obra, pelos autores do projecto - plano b arquitectura - e o dono de obra.

Mais do que ver a obra acabada, entusiasmou-me acompanhar o processo que deu origem ao resultado final! A simplicidade eficaz do projecto transforma a complexidade das condicionantes inerentes à sua localização em reserva natural num pretexto para explorar novas soluções arquitectónicas e construtivas. A tradição é reinterpretada através da reutilização de materiais e métodos construtivos, agora aplicados com a visão inovadora da modernidade.

Pelo interesse do diário de obra, pelo processo, pela inovação, pela tradição, pela expressividade do jogo de sobreposições e, sobretudo, pelo prazer de saber que se faz arquitectura assim em português, vale a pena entrar nesta Casa.

[esta foto e muitas mais, aqui]

domingo, 19 de outubro de 2008

Mindelo

As praias do Norte são difíceis. De águas geladas e revoltadas na maior parte do tempo; de areia grossa a magoar os pés; de rochas intrometidas, prontas a surpreender qualquer mergulho mais descuidado; marcadas pelo vento, mesmo nos dias de Verão mais quentes. Acho que são talvez por isso mesmo mais belas assim: desertas, num fim de tarde de Outono, em que a luz faz o mar brilhar, mas a temperatura das águas já não mete medo, porque nos contentamos em admirar a sua beleza, assim, ao longe...

[esta areia e este mar fui admirá-los na praia do Mindelo.]

sábado, 27 de setembro de 2008

ExperimentaDesign

For the first time in history the earth’s population is more urban than rural.
Li esta frase, apesar de tudo surpreendente, aqui.

A nossa responsabilidade, enquanto arquitectos, designers, urbanistas e desenhadores do espaço público, mas também enquanto cidadãos é, portanto, imensa. Não sei até que ponto teremos a capacidade de deixarmos de nos concentrar no nosso próprio umbigo e afastar-nos de modo a ter uma visão clara sobre o panorama geral. Talvez por isso mesmo estas iniciativas sejam tão importantes - pelo menos chamam-nos a atenção para o que se passa para além dos limites que a nossa vista (às vezes tão inconscientemente limitada) alcança.

Falei recentemente em Turim. Agora falo em Lisboa e Amesterdão a propósito da ExperimentaDesign.

Como portuguesa e como arquitecta é-me mais imediato sugerir a visita à exposição retrospectiva de Peter Zumthor, na Lx Factory. Tenho, no entanto, que confessar que não tive ainda oportunidade de ir e provavelmente não irei... é pena, por isso quem puder ir, que não perca. Da minha parte fica a vontade.

Até 2 de Novembro.

[a imagem do incrível projecto das Termas de Vals, na Suiça, encontrei-a aqui.]

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

arquitectura e fotogenia


Há obras de arquitectura que são simplesmente fotogénicas. Há boas obras de arquitectura. Há outras que simplesmente falam com a câmara. Para mim a reabilitação de Sta Maria do Bouro, de Eduardo Souto de Moura, é uma dessas obras. Costumo dizer que basta disparar a câmara, sem sequer ser preciso olhar através da objectiva, para sair uma boa imagem daquela obra por si só tão carismática.

Depois... há fotógrafos que conseguem transformar a nossa visão de uma obra de arquitectura. Transmitem em cada fotografia o melhor que a obra tem para nos mostrar: a luz ideal, o ângulo perfeito, o disparo certeiro.

Quando um arquitecto como Álvaro Siza, um fotógrafo de arquitectura como Fernando Guerra e uma obra eloquente se juntam, o resultado pode ser este. Uma das últimas de Siza, um armazém de envelhecimento do Vinho do Porto, na Quinta do Portal, em Sabrosa.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

viagem medieval em terra de santa maria

Foi no dia 1 de Agosto que teve início a Viagem Medieval em Santa Maria da Feira - um acontecimento imperdível para quem gosta destas andanças. Eu, como não podia deixar de ser, não quis faltar... e por lá andei, com o castelo em pano de fundo, entre tabernas, mercados, música de inspiração folk, cavalos, espadas, dinheiros, cavalos e arqueiros. Entre carne de javali e papas de sarrabulho (coca-cola não temos, que não se usava naquelas épocas), o que não falta é animação e incentivo para beber só mais uma cerveja em caneca desenhada a preceito.

Apareçam, mas evitem ir em enchentes de fim-de-semana (como eu...) - a multidão é intensa e por vezes faz com que a magia se perca entre tanta confusão. Em certos momentos parece que não é só a vila a regressar a tempos medievais, são as pessoas também...