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quinta-feira, 7 de maio de 2009

vakra pádahastásana

Gusti in Twisted Fan, upload feito originalmente por LORatliff.

Ásana: vakra pádahastásana

Categoria: anteflexões em pé

[Gusti in Twisted Fan Upload feito por LORatliff em 26 Dez '06]

terça-feira, 31 de março de 2009

mosaico #2: pearls

[mosaico #2: pearls | imagens seleccionadas a partir da pesquisa pela palavra pearls no Flickr.]

[para saber mais, vejam aqui o mosaico #1: red. Para além de ser uma óptima fonte de inspiração, a criação destes mosaicos temáticos leva-nos a descobrir relações que dificilmente imaginávamos à partida. Pesquisando por pearls o que mais aparece no Flickr são fotos babadas de animais de estimação... e quem sou eu (que coloco neste blog fotos como estas!) para dizer que não são entre as pérolas as mais preciosas?...]

domingo, 15 de março de 2009

O Outono do Patriarca | Gabriel García Marquez


Caribe colombiano, upload feito originalmente por dleiva.

Numa narrativa sem tempo e quase sem espaço (decorre num lugar algo indefinido algures com vista para os mares das Caraíbas) Gabriel García Marquez leva-nos a conhecer a estranha, longa e surreal vida de um ditador imaginário sem nome que morre numa idade indefinida entre os cento e sete e os duzentos e trinta e dois anos.

Um ditador que transforma a noite em dia, que morre para depois ressuscitar, que vende o mar e comanda tudo e todos, descobre que o poder é um vício solitário e necessariamente subjugado pela mentira - a mentira de quem manda e a mentira de quem obedece para sobreviver. A exuberância surrealista da narrativa distrai e chega a divertir, mas não esconde a cruel realidade que caracteriza qualquer ditadura. Na maior parte das vezes sentimos repulsa, mas às vezes pena, desta personagem que não tem mais ninguém senão a si mesmo e que acaba por ridicularizar-se por perder todo o sentido do real.

García Marquez assume esta narração como uma transgressão total da gramática, mas esta escrita praticamente sem pontos finais em que as personagens que dialogam se confundem e o presente e o passado se cruzam, ajuda a criar a noção de intemporalidade e omnipresença necessárias ao general que personifica aquele ditador que continua no poder quando todos à sua volta aguardam para festejar a sua morte...

[A belíssima foto mostra o caribe colombiano e foi encontrada aqui.]

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Frida, Friducha


Queriam estar aqui a apanhar solzinho na barriga como eu, não é?!
Ainda ontem me levaram ao veterinário para a esterilização e quem diria que depois de ter passado uma noite ainda meia anestesiada hoje já estaria aqui toda arrebitada com este ar de traquina ao sol? Ah, pois... porque mimos é coisa que não me falta! E toda a gente sabe que receber muito miminhos é meio caminho andado para uma saudável recuperação...

[A nossa Frida Kahlo foi esterilizada na passada 6ª Feira e já está quase recuperada. Depois de tirar os pontos no início da próxima semana ficará como nova!]

E por falar em Frida... descobri um site com fotografias belíssimas de Frida Kahlo. Descobri também (ignorância ou esquecimento meu?) que são da autoria de Nickolas Muray. Vale a pena conhecer a história por trás destas imagens tão conhecidas e deixar-nos apaixonar pelas cores do México impressas na mulher e na artista que inspirou o nome da nossa fera felina.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

mosaico #1: red

1. 'STRIPES' - 'RED STRIPES', 2. The red one, 3. red parasol, 4. Red, Red Wall, 5. Racing in Red., 6. red stripe rice field, 7. White on Red series (see more photos on comments), 8. Little Red Barn, 9. Red Red Red, 10. red tree, 11. Ice Cream Dressed in Red, 12. pink | red | orange, 13. Red Rules, 14. shark bait nebula (red), 15. red chilli on yellow plate, 16. Applecross Hills from Achintraid "RED" Barns

Já não é a primeira vez que encontro em alguns blogs ou galerias no Flickr a expressão moodboard ou mosaic associada a uma série de imagens escolhidas de modo a formar um grupo harmonioso, quer pela cor, quer pelo tema ou pelo estado de espírito que transmitem. Se forem como estas, por exemplo, formam composições belíssimas que elogiam, não só os autores de cada fotografia individual, como o da composição como um todo. Existe um software muito simples disponível no site Big Huge Labs que permite criar muito facil e rapidamente estes mosaicos a partir de fotografias disponíveis nas imensas galerias do Flickr ou das nossas próprias fotografias. Não resisti a experimentar! Confesso que fiquei fã e vou, muito provavelmente, transformar estes mosaicos numa nova secção regular aqui do blog. Aguardem pelos próximos...

[mosaico #1: red | imagens seleccionadas a partir da pesquisa pela palavra red no Flickr.]

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

dizemos

Não resisto a deixar aqui um link para a reflexão que Saramago escreveu ontem no seu Caderno.


Apenas porque me revejo nas inúmeras questões e (falta de) respostas que a sua caneta vai desenrolando juntamente com os novelos da vida... Também porque me perturba a forma displicente com que Dizemos tanta coisa em que realmente não pensamos (ou acreditamos), só porque nos deixamos levar pelos lugares comuns, pelas frases feitas ou pelo comodismo de termos sempre algo mais importante para fazer (do que pensar, admitir ou compreender).

[Falo no plural porque, obviamente, estou a generalizar... não falo por mim porque eu evito de facto este dizer por dizer demasiado fácil - e por isso mesmo estão sempre a repetir-me em tom desdenhoso que levas tudo demasiado a sério!]

Mudando de assunto e para tentar esquecer os tons mais cinzentos da confusão dos novelos emaranhados desta vida... porque não um pouco de arte? Adicionei há pouco mais alguns desenhos originais à minha galeria no Blue Canvas e aproveito para deixar a sugestão deste sítio, onde se encontram belíssimos motivos de inspiração. Aproveitem o passeio.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

feliz ano novo!

Wish upon the shooting stars..., upload feito originalmente por carf.

No último dia de 2008 deixo-vos com uma imagem, um poema e um desejo: que façam de 2009 o ano novo que desejam viver!


Sísifo


Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.


E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.



[Miguel Torga, in Diário XIII]

[encontrei a foto aqui.]

domingo, 14 de dezembro de 2008

alentejo


Finalmente algumas fotos do fim-de-semana passado! Aproveitamos para prolongá-lo mais um pouco e fomos passar quatro dias ao Alentejo. Esse lugar cheio de branco e de luz. Onde o sol brilha mais e o nevoeiro faz o recorte das casas branco-luminoso confundir-se com o céu. Onde os coentros são semeados em quase todos os pratos, onde o porco é preto e sabe melhor, onde o vinho é quente e as azeitonas sabem a ervas. Um lugar onde dá vontade de continuar de estrada em estrada, de povoação em povoação, até encontrar um monte onde apetecesse ficar...

Desta vez a zona escolhida foi a de Portalegre, cidade que se tornaria ponto de partida para a visita a outros locais próximos. De Portalegre ficou a lembrança do Castelo, do Plátano com 170 anos (o maior da sua espécie na Península Ibérica) que nos cumprimenta na Praça do Rossio, o Convento de S. Bernardo e, sobretudo, o Museu de Tapeçaria, que me surpreendeu (por desconhecer) com a presença de belas obras em tapeçaria da autoria de artistas como Júlio Pomar, Vieira da Silva, Lourdes de Castro ou Armando Alves, entre tantos outros.


Marvão deixou os ossos gelados e a vista turva. O recinto envolto pela muralha é um labirinto branco e quase desértico de pequenas e belas perspectivas enquanto que o Castelo, para além de valer por si, oferece uma vista incrível sobre a Serra de S. Mamede. Pena o nevoeiro só ter deixado vislumbrar breves instantes de toda a imensidão que nos rodeava. Ainda assim valeu a pena e ficou a vontade de regressar num dia com mais sol!


Estando tão perto, não quis deixar de ir até Mora, visitar o Fluviário, da autoria dos Promontório. Nós arquitectos somos assim: tudo fazemos para tornar um simpático fim-de-semana descansado num roteiro arquitectónico! O edifício tem um conceito marcante: através da desfragmentação em lâminas do volume regular de um celeiro rural, consegue-se um edifício permeável e luminoso, em que caixas são organizadas no interior de modo a albergar os espaços funcionais como os tanques, o auditório e o restaurante.
E mais uma vez o branco.


O branco também em Estremoz e na belíssima (ainda mais ao pôr-do-sol) envolvente da Pousada Histórica Rainha Santa Isabel. (Para a próxima faço a reserva da estadia aqui, pensei eu...).


E foi a arquitectura de novo que nos levou a Campo Maior, para a vista (marcada previamente) à Adega Mayor, projecto de Álvaro Siza, para a mais recente aposta do Grupo Nabeiro - o vinho. A solidão branca do edifício na planície faz com que seja identificável ao longe. O edifício não traz propriamente nada de novo, mas não deixa de ser um projecto de Siza, como sempre fiel a si mesmo. O mais interessante será mesmo a forma que o arquitecto encontrou para criar as condições ideais para o tratamento e armazenamento do vinho: em vez de recorrer a uma cave foi construida uma sala completamente encerrada, em cuja cobertura um espelho de água permite, não só melhorar as condições de armazenamento do vinho, como criar um terraço panorâmico capaz de cativar também o visitante. Um edifício que, destinando-se a produzir vinho, consegue aludir também ao prazer proporcionado pela sua prova - um prazer para todos os sentidos.
Mais fotografias interessantes aqui.


Já de regresso, passamos também por Elvas e a meio do caminho paramos em Abrantes, onde a visita ao Castelo ao pôr-do-sol se revelou uma bela surpresa...

O tempo não ajudou, mas o roteiro foi rico e bem preenchido. As visitas, as paisagens e as experiências gastronómicas compensaram certamente a chuva e o frio que se fizeram sentir. E ficou a certeza de que esta não foi a última vez que visitei terras alentejanas...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Morte em Veneza | Thomas Mann

Venice, upload feito originalmente por An Gobán Saor.

Como prometido, aqui fica a reacção, depois do livro lido.
Continuo sem perceber o fascínio, mas suponho que depois de ver o filme poderei ter uma opinião mais formada, pois nem sempre (ou nunca) um explica completamente ou substitui o outro. Mas imagino um filme feito de momentos que se sucedem em movimento lento - pois assim se desenrola o livro. O hipnotismo do belo - do ser físico, do ser intelectual, da cidade - Veneza.

A velhice e a morte, a juventude e a efemeridade do belo - a pedofilia platónica. A displicência da beleza física versus a consciência da maturidade intelectual (o génio). O livro é curto porque não conta uma história, é mais uma sucessão de momentos e emoções, que culminam no final fatal, cedo adivinhado - e que acaba por restituir uma certa dignidade ao protagonista, que a havia perdido, até perante si próprio, ao longo dos devaneios pessoais acerca do seu inocente (ou nem tanto, talvez fazendo lembrar uma Lolita?) objecto de desejo.

Não existe nada mais estranho e espinhoso do que a relação entre pessoas que só se conhecem de vista (...). Pois o ser humano ama e respeita o outro ser humano enquanto não está em posição de o julgar e o desejo é produto de um conhecimento insuficiente.

Do livro ficou a vontade de finalmente ver o filme e, a vontade (essa sim, imensa) de visitar aquela que é, sem dúvida, uma das mais belas cidades do mundo...

[Não imaginam o tempo que demorei a escolher esta foto entre as muitas, milhares, de belas fotos de Veneza que existem no Flickr. Percam por lá algum tempo também, vale a pena.]

sábado, 15 de novembro de 2008

Arménio Losa + Cassiano Barbosa

Hoje optei por uma tarde didáctica e parti em direcção à Alfândega do Porto para ver a Exposição "Nosso Escritório" acerca do trabalho dos Arquitectos Arménio Losa e Cassiano Barbosa, a propósito das Comemorações do Centenário de Nascimento do primeiro. Às vezes sinto a necessidade de manter estes pequenos hábitos da vida de estudante - não digo isto assim porque ache que só os estudantes devam visitar exposições, nada disso! Mas a verdade é que agora o tempo é menor e o esforço para manter-me informada e disponível para estes eventos tem que ser maior... o que é, sem dúvida, triste.
Na exposição foi interessante descobrir alguns edifícios por que passo todos os dias nas ruas da cidade do Porto e que desconhecia serem da autoria destes arquitectos. Foi nostálgico olhar para esquiços e desenhos de projecto feitos à mão, recordar a sua beleza, a sua simplicidade e eficácia, a sua expressividade e, sobretudo, a forma como realizá-los nos fazia sentir mais perto do acto criador (mais uma vez, a liberdade - a ingenuidade - da vida de estudante...).

Por fim, deixo algumas fotos que eu própria tirei de uma obra de Arménio Losa e Cassiano Barbosa, uma das mais interessantes, que visitei a propósito da cadeira de História da Arquitectura Contemporânea, no 5º ano da Faculdade, conhecido como Bloco da Carvalhosa. Rua da Boavista, no Porto.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

mais folhas





Mais folhas. Atrevidas, invadem a cidade. Leva-as o vento, os passos das pessoas apressadas. São pisadas, empurradas, desprezadas. Mas às vezes, há quem pegue numa máquina fotográfica para prestar homenagem à sua condição de representantes oficiais das cores de Outono. E assim encontrar poesia nos contrastes e harmonias escondidos nos pequenos detalhes do mundo que nos rodeia - e que na maior parte do tempo não vemos por andarmos de olhos fechados.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

arquitectura e fotogenia


Há obras de arquitectura que são simplesmente fotogénicas. Há boas obras de arquitectura. Há outras que simplesmente falam com a câmara. Para mim a reabilitação de Sta Maria do Bouro, de Eduardo Souto de Moura, é uma dessas obras. Costumo dizer que basta disparar a câmara, sem sequer ser preciso olhar através da objectiva, para sair uma boa imagem daquela obra por si só tão carismática.

Depois... há fotógrafos que conseguem transformar a nossa visão de uma obra de arquitectura. Transmitem em cada fotografia o melhor que a obra tem para nos mostrar: a luz ideal, o ângulo perfeito, o disparo certeiro.

Quando um arquitecto como Álvaro Siza, um fotógrafo de arquitectura como Fernando Guerra e uma obra eloquente se juntam, o resultado pode ser este. Uma das últimas de Siza, um armazém de envelhecimento do Vinho do Porto, na Quinta do Portal, em Sabrosa.